Quando eu te vi fechar a porta, eu pensei em me atirar da janela do 8° andar, onde a Dona Maria mora porque ela me adora e eu sempre posso entrar. Era bem o tempo de você chegar no T, olhar no espelho o seu cabelo, falar com o seu Zé, e me ver caindo em cima de você como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer. E ai, só nos dois no chão frio, de conchinha bem no meio fio, no asfalto riscados de giz, imagina que cena feliz. Quando os paramédicos chegassem e os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon, a gente ia para o necrotério ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom. Cada um feito um picolé, com a mesma etiqueta no pé, na autópsia daria pra ver como eu só morri por você. Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8° andar, invés disso eu dei meia volta e comi uma torta inteira de amora no jantar.
i-n-s-t-a-g-r-a-o (via i-n-s-t-a-g-r-a-o)

























